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sábado, 24 de julho de 2010

MURICY, DECISÃO CERTA OU ERRADA?




Qual técnico de futebol recusaria um convite para dirigir a Seleção Brasileira? Ainda existem homens de ”palavra” neste Brasil. O técnico de futebol Muricy Ramalho é um deles. Sempre honrando seus compromissos até o final, deu sua palavra ao Fluminense e recusou o convite feito pelo presidente da CBF, o Sr. Ricardo Teixeira, para dirigir a Seleção Brasileira. Atualmente o Fluminense é o líder do campeonato com 22 pontos. Em 10 jogos conquistou 7 vitórias, 1 empate e duas derrotas.

Com certeza, o sonho de qualquer profissional é chegar a Seleção Brasileira; o do Muricy não é diferente. Mas prevaleceu o caráter do homem Muricy que, sempre honrou seus contratos até o seu término. O Fluminense, por sua vez, aproveitou para renovar-prorrogar o contrato do Muricy até o final de 2012.

Espero que o Muricy tenha triplicado a multa contratual no caso de o Clube das Laranjeiras demiti-lo, pois, em qualquer clube do mundo, principalmente do Brasil, basta uma seqüência 5 ou 6 resultados negativos para que o técnico tenha seu contrato rescindido pelo clube.

Na foto acima vemos um caloroso aperto de mão entre o técnico Muricy e o presidente do Fluminense Roberto Horcades. O mesmo aperto de mão cumprimentando o Muricy pela decisão de ficar no Fluminense, também, será o mesmo na hora de dizer que infelizmente não dá mais.

Boa sorte Muricy Ramalho.

Até a próxima!

Acesse www.sjonline.com.br e leia a coluna de esportes NO GIRO DA BOLA com Nei Medina.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

OLAIR ZENIR LEITE



Morreu nesta quarta-feira, dia 21, aos 76 anos, “Dr. Olair Zenir Leite”. O velório será realizado no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, onde o corpo será sepultado.
Dr. Olair passou boa parte de sua vida aqui em São João. Em sua juventude defendeu as cores do Operário Futebol Clube. Na foto acima, tirada em 1954, estão: de pé: Gregório, Tininho, Acrísio, Guti, Deacir e Ribita. Agachados: Pulilin (massagista), OLAIR, Jair, Pepé, Gabriel (meu pai) e Roque.

Homem competente e de ótimo coração, teve vida profissional brilhante! Como vice-presidente do Banco Nacional S/A. ajudou inúmeras pessoas de nossa cidade, encaminhando-os para o quadro de funcionários do banco, gerando centenas de empregos, onde os beneficiados puderam ajudar suas famílias. Nos anos 90, foi convidado por seu amigo e então governador de Brasília, José Aparecido, para ocupar o honroso cargo de Presidente do BRB-Banco Regional de Brasília de onde continuou a ajudar as pessoas.

Com certeza, agora será homenageado pelas autoridades de São João Nepomuceno com Título de Honra ao Mérito e, talvez, nome de logradouro público (rua, avenida...). Vale ressaltar que, Título de Honra ao Mérito o nosso saudoso e querido “Dr. Olair” já poderia ter recebido, pois, no início dos anos 2.000, quando a Câmara Municipal ainda contava com 13 Vereadores, seu nome foi indicado, juntamente com a Drª Lúcia Cavalheiro para, na semana das comemorações do dia do Município, receber o Título de Honra ao Mérito do Legislativo. Infelizmente, para surpresa de toda comunidade Sãojoanense, os nomes do Dr. Olair Zenir Leite e da Drª Lúcia Cavalheiro foram reprovados pela maioria dos Vereadores que ocupavam, temporariamente, as cadeiras daquela conceituada Casa de Leis. Com certeza, a maioria, desconhecia a linda história de vida de ambos os indicados ao Título de Honra ao Mérito do Legislativo.

Bem, vida que segue!

Fica aqui meus sentimentos e que Deus conforte os familiares do Dr. Olair, que aprendi a admirar e respeitar.

Até a próxima se Deus quiser.

terça-feira, 20 de julho de 2010

MARCELO LOMBA E UM SONHO REALIZADO.

Realmente, precisamos acreditar nos nossos sonhos. Você acredita que o seu possa se realizar?
Pois, o sonho do Marcelo Lomba, goleiro titular do Flamengo, está acontecendo. Tudo começou no futebol de praia, no bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde foi criado. Jogava na linha, como atacante, e chegou a ser artilheiro no futebol de areia. Mas a paixão dele era o gol. Em todas as partidas, sempre pedia para agarrar. E foi aí que tomou gosto pelas luvas. Jogando nas quadras pela Hebraica, aos 11 anos foi parar nos gramados do CFZ, onde se destacou.
A partir daí, o goleiro, que já era uma das grandes promessas da sua geração, atraiu a atenção do Flamengo. Aos 13, observado por um conselheiro do clube, o goleiro foi levado para fazer um teste no Rubro-Negro carioca, de onde não saiu mais. Já no time da Gávea, o jovem atleta teve oportunidade nas Seleções Brasileiras Sub-15 e Sub-17.
Acreditem! Ao subir para o elenco profissional, Marcelo Lomba ficou apenas como a quarta opção. A chance da titularidade viria num momento difícil para o clube. Depois da polêmica que envolveu Bruno, ele agarrou a oportunidade e espera se firmar.
E Lomba viu a ficha cair justamente no jogo contra o Botafogo. Vendo a torcida pelo seu nome e ao final do jogo muitas entrevistas e ainda aparecer na TV.
__ Isso, sim, faz você ver que aquilo é verdade - explicou o goleiro de 23 anos.
Não desista dos seus sonhos. O meu é trabalhar em uma emissora de ponta, de Rádio ou TV; e o seu?
Até a próxima.

Na foto abaixo, Ruben, pai de Lomba, Zico e Marcelo Lomba no Estadual Mirim de 1999 CFZ

sábado, 17 de julho de 2010

BOTAFOGO, PARA COM ISSO!



Como a foto que ilustra este blog, uma verdadeira cachorrada.
Nesta quarta-feira, dia 14 de julho, até o rubro-negro mais otimista não acreditava que o flamengo pudesse vencer o Botafogo; visto que, o time da Gávea estava bastante desfigurado, sem o goleiro Bruno e os atacantes Adriano e Vágner Love.
Na verdade, era um jogo para afundar de vez a barca rubro-negra, mas como dizia meu saudoso Pai "se fosse o contrário - eles bem e agente mal - eles metiam uma goleada e a vaca ia pro brejo com bezerro e tudo. Infelizmente o Botafogo não consegui fazer isso. Pagou um micão ao perder para um time, psicologicamente, destroçado depois dos últimos acontecimentos, além de esvasiar o Engenhão, domingo, para o difícl compromisso contra o Guarani-SP.

Fica o alerta. Hoje, com o futebol nivelado por baixo, tecnicamente, é inadmissível um time jogar com menos três atletas. Joel Santana insiste em prestigiar jogadores como o Alessandro, um jogador que desconhece o princípio básico do futebol que o é passe. Não consegue guardar posição, portanto não sabe marcar (80% dos gols sofridos saem pelo lado direito de defesa do Botafogo), além de não conseguir acertar um ÚNICO cruzamento. Somália ou Jean Carlos, um dos dois pode substitu-i-lo; o Fahel que joga um futebol medíocre, limitando-se a tocar bola para o lado ou para trás. O Welington Júnior, recém saído das categorias de base e titular da Seleção Brasileira sub-20, seria a solução nesta posição. E o Lúcio Flávio que desde o retorno do Santos não conseguiu jogar bem. Todo time precisa de um meia de ligação que, no mínimo, pegue a bola, passe por um ou dois adversários e coloque o atacante em condições de marcar o gol. Observem que o D’Alessandro, Conca, Paulo Henrique Ganso, Carlos Alberto, Petkovic, Diego Souza ... São jogadores que fazem isso, portanto suas equipes se destacam; ao contrário do Lúcio Flávio que só dribla para os lados ou para trás. O Maicossuel resolverá este problema. Cuidado, porque o torcedor não suportará dose dupla de série B.

Até a próxima.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ARMANDO NOGUEIRA



Hoje entendo meu amor pelo Botafogo de Futebol e Regatas.

Abaixo, texto retirado da Revista Oficial do Botafogo – Ano 1 nº 1 2010


“Afinidades eletivas, meus amigos. Coisas do coração. Mistérios da alma. Premunição, talvez, pois, no final do jogo, o Botafogo daria a volta olímpica saudando a sua torcida. Tinha goleado o Flamengo, ganhando de cinco a dois. HELENO marcara dois belos gols, um deles de cabeça. UMA TESTADA BÍBLICA!

Nascia, ali, uma simpatia de mão única, pois o Botafogo nem sabia da minha reles existência. Não sabia, nem precisa saber. O futebol é assim: desperta na pessoa um sentimento virtuoso que transcende a amizade, que vai além do amor e culmina no santo desvario da paixão. Tem de tudo um pouco, porém, é mais que tudo. Torcer por uma camisa é plena entrega. É mais que ser mãe, porque não desdobra fibra por fibra do coração. Destroça-o de uma vez no desespero de uma derrota. Em compensação, remoça-o no delírio de uma vitória.

O Botafogo tem de tudo a ver comigo: por fora, é claro-escuro, por dentro, é resplendor; o Botafogo é supersticioso, eu também sou.

O Botafogo é bem mais que um clube – é uma predestinação celestial. Seu símbolo é uma entidade divina. Feliz da criatura que tem por guia e emblema uma estrela. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da luz. Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus.

ESTRELA SOLITÁRIA.

O Botafogo sempre oscilou entre HELENO DE FREITAS e Garrincha: pássaro de fogo, pássaro de luz; um era a glória e tormento, o outro, humor e encantamento. HELENO era impiedoso como a ironia, que fere; Garrincha era límpido e generoso, como o riso, que conforta. Entre os dois jogadores, cujos tempos míticos se somam, e se eternizam, nasceria também para a perpetuidade alvinegra, um craque magistral.

Um dia, consumido de saudades botafoguenses, escrevi um breve poema sobre Nilton Santos. Quanta majestade no trato de uma bola! O moço jamais fez um truque com a bola. Só fazia arte. Nilton não era um jogador de futebol, era uma exclamação. Tu em campo parecias tantos / E, no entanto – que encanto -, eras um só: Nilton Santos.

O torcedor do Botafogo tem um coração repleto de memoráveis cintilações: convivem, na mesma estrela, dribles insondáveis de Garrincha, passes impressionantes de Didi, antevisões de Nilton Santos, cismas de Carlito Rocha e gols, muitos gols, de HELENO DE FREITAS, cada um mais épico que o outro.

O Botafogo sou eu mesmo, sim senhor!”

Crônica publicada no livro “A Ginga e o Jogo – Todas as emoções das melhores crônicas de Armando Nogueira”, Editora Objetiva.


Abraço a todos e até a próxima.