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domingo, 8 de março de 2015

COPA ZONA DA MATA 2015 - SÃO JOÃO ESTREIA COM VITÓRIA.

Equipe de São João - clic na foto para ampliar.
Começou neste domingo(8) a Copa Zona da Mata de Futebol Regional 2015. Na partida realizada no campo do Mangueira, São João recebeu a boa equipe do Edicar de Juiz de Fora. Apesar das ausências de Iago e Stéfano, o time comandado pelo competente Marco Aurélio Ayupe se apresentou com bom volume de jogo e ótimo entrosamento. A boa novidade foi a presença do artilheiro Tardeli no time de São João. Ele movimentou-se  muito e deixou o seu aos 6 minutos da primeira etapa. Este gol e os lances que serão narrados a partir de agora você assistirá no vídeo abaixo.
O time de Juiz de Fora sentiu o gol e teve dificuldade para se reorganizar em campo. São João aproveitou e partiu pra cima. Aos 13 minutos, Romário recebe passe em profundidade, invade a área e sobre pênalti. Robô se apresenta para a cobrança. O chute sai forte, mas a bola toca na trave e sai pela linha de fundo. São João perdia grande chance de ampliar.
O bombardeio continuou. Tardeli sofre falta perto da grande área. Novamente Robô se apresenta para a cobrança. Desta vez ele cobra com categoria colocando a bola no ângulo esquerdo sem chance para o bom goleiro Marco Antônio. São João 2x0.
Ainda na primeira etapa, Vladimir, técnico do Edicar, fez duas alterações com o objetivo de dar mais sustentação ao seu meio campo. Promoveu as entradas de Michel e Fabrício nos lugares de Diogo e Thiago. As mudanças melhoraram o posicionamento do Edicar que chegou a esboçar algum perigo, mas não evitou que São João ampliasse para 3x0. Após cobrança de falta de Robô pela direita de ataque, Diego papito aproveitou descuido da zaga adversária e colocou no canto esquerdo do goleiro.
Veio a segunda e Vladimir tentou mais uma mudança. Colocou Jeferson, um meia de muito talento, no lugar de Vandinho. Esta mudança surtiu efeito. Não que o Vandinho estivesse mal, mas Jeferson é um jogador de muita técnica além de ótima movimentação. Todas as bolas que Jeferson pegou levou perigo ao gol defendido por Vítor Hugo. Tanto é que aos 16 minutos, em jogada de Lalim pela direita, a bola toca na mão de Diego Torrada dentro da área. O árbitro bem posicionado marca a penalidade máxima. O próprio Lalim cobra para ótima defesa de Vítor Hugo.
Depois deste lance a equipe do Edicar não teve mais fôlego para tentar uma reação. Ayupe aproveitou este abatimento e fez cinco alterações. Saíram Diego Torrada, Emerson, Odair, Michael Robô e Michel Bagulho para as entradas de Marquinho Farofa, Leandro, Pardal, Júnior Ayupe e Saulo respectivamente. No “apagar das luzes”, Saulo deu números finais a partida. Após receber ótimo passe de Tardeli, o jovem artilheiro deu um corte no zagueiro e colocou com categoria no canto esquerdo do goleiro Marco Antônio. Final: São João 4x0 Edicar.

ASSISTA.

                            

Com Arbitragem de Paulo Cérgio de Oliveira (PC) auxiliado por Wagner Zanovelli e Wanderlei Pires Júnior, São João jogou e venceu com Vítor Hugo no gol; Michel Gielo, Diego Papito, Léo Almeida e Diego Torrada(Marquinhos Farofa); Romário, Emerson(Leandro), Odair(Pardal) e Michael Robô(Júnior Ayupe);  Michel Bagulho(Saulo) e Tardeli. Técnico: Marco Aurélio Ayupe.
Edicar jogou com Marco Antônio; Weslei, Jair, Paulo Vítor e Antônio; Diogo(Michel), Buiu, Batata e Thiago(Fabrício), Lalim e Vandinho(Jeferson). Técnico: Vladimir.
São João volta a campo no próximo final de semana para enfrentar o Champion na cidade de Rio Pomba. Já o Edicar joga em casa contra o Minas de Lima Duarte.
MAIS REGISTROS:
 Wagner Zanovelli, Paulo Cérgio de Oliveira(PC) e Wanderlei Pires Júnior

 Equipe do Edicar de Juiz de Fora

 Michael Robô - autor do segundo gol

 Tardelli, mesmo muito marcado, marcou o seu.

 Torcedores mais importantes do Robô. Os Pais.

 Diego Papito marcou o terceiro do jogo.

 Comissão técnica e diretores do Ribeiro Junqueira marcaram presença.

 Aurélio, Ará e Ninha Itaborahy

 O artilheiro Saulo autor do quarto gol de São João.

 Craques na torcida. Magno, Paulão, Eduardo(ex Volta Redonda) e Ricardo.

Léo Medeiros(ex Flamengo) e Brás Fernandes técnico do Ribeiro Junqueira.
Abraço a todos e até a próxima se Deus Quiser!

sábado, 7 de março de 2015

ADIL PIMENTA DE SOUZA JÚNIOR, O NICA - PARTE 02

Para quem não teve a oportunidade de ler a “parte 01” desta matéria, nela dissemos que Adil começou sua carreira nas categorias de base do Botafogo de São João Nepomuceno sob o comando de Totonho”maraca” e +Madéia; depois José Maria Silva.
Em 1981 foi para o América do Rio de Janeiro onde enfrentou seu primeiro grande desafio. Uma grave fratura no tornozelo esquerdo, na temporada de 1984. Como o América não prestou a devida assistência, Adil trocou o processo que moveria contra o clube carioca, em troca da liberação de seu passe. Após a cirurgia e um longo tempo inativo, Adil se apresenta no Cruzeiro de Belo Horizonte. Zé Luís e Kilin(Érick Itaborahy) já estavam lá. Em 1986 assina com o clube celeste seu primeiro contrato como jogador profissional. No ano seguinte conquista o campeonato Mineiro, seu único título de campeão como jogador profissional. Em 1989 reforça a equipe do Tupi de Juiz de Fora. Depois Guarani, Bahia e Ferroviária de Araraquara até chegar na Portuguesa de Desportos em 1992. Jogando ao lado de jogadores consagrados como: Rodolfo Rodrigues(goleiro Uruguaio), Zé Maria(lateral da Seleção), o volante Capitão, o meia Cristóvão Borges(atual técnico do Fluminense) e o centro avante Nílson, naquele ano, Adil fez um espetacular campeonato Paulista. Seu desempenho chamou atenção de Vicente Mateus, então presidente do Corinthians, que o contratou em 1993. Em dois anos de Corinthians, Adil foi vice campeão da Copa do Brasil, do Campeonato Paulista e Brasileirão. Em 1995 foi reforçar o elenco do Grêmio de Porto Alegre. Em 96 retorna ao Corinthians e adquire seu passe para “rodar” pelo Brasil. Jogou no Figueirense, Criciúma, Sport do Recife, Coritiba, Araçatuba, Bragantino, Botafogo de Ribeirão Preto entre outras equipes. Aqui terminou a primeira parte da matéria.
*** A segunda parte destaca o último clube que Adil defendeu antes do fatídico acidente automobilístico em 2.000. Em 1999 Adil chega ao Juventus de São Paulo, o moleque travesso da Mooca. Lá Adil marcou o gol que Pelé buscou durante toda sua carreira. Jogavam pelo Paulista daquele ano Juventus e Santo André. A derrota para ambas as equipes colocaria em risco a permanência na primeira divisão do futebol Paulista. Aos 45 minutos do segundo tempo o Juventus vencia pelo placar de 1x0. 
Houve um escanteio a favor do Santo André. No desespero, Iran, goleiro do Santo André, foi para a área do Juventus tentar o gol. A bola, caprichosamente, veio na cabeça de Iran que empatou o jogo. Último minuto, empate, gol de goleiro...Tudo para uma comemoração enlouquecida e também desatenta. O juiz autoriza a nova saída. Adil, percebendo que Iran ainda comemorava o gol, chuta do meio campo, faz um golaço, e desempata o jogo.

No Jornal Nacional do dia seguinte o apresentador Willian Bonner diz a seguinte frase:“Iran comemorava seu grande feito. Mas, o gol desmancha prazer de Adil, acabou com a festa do goleiro do Santo André.”
ASSISTA

                    
Como jogador de futebol este foi o gol mais bonito que Adil marcou. No ano seguinte Deus resolveu mudar os planos do nosso craque. O acidente mudou tudo. Posso afirmar que, o mesmo Deus que mudou a Vida dele também foi misericordioso com ele. Eu que acompanhei esta situação desde o início digo que aconteceu um milagre na Vida do Adil. Do jeito que o vi  no leito do hospital, hoje, pra mim, ele está totalmente recuperado.
Mas, agora em 2015, depois de 15 anos do acidente Adil marcou o gol mais importante de sua Vida. Passou a fazer parte da diretoria da Associação de Apoio as Pessoas com Deficiência. Esta entidade foi fundada no segundo semestre de 2014 e neste início dos trabalhos está precisando de nossa ajuda.
O presidente Nílson Magno Batista fará a promoção da venda de um kit doado pelo jornalista e escritor Marcos Eduardo Neves que conta com uma camisa da seleção brasileira autografada pelo Galinho de Quintino, o Zico. Além de Livros escritos pelo próprio Marcos Eduardo, entre eles: Nunca Houve um Homem como Heleno; obra que conta as glórias, o glamour e os dramas vividos pelo “craque galã” nos seus 39 anos de vida. Também os 20 Jogos Eternos do Flamengo, entre outros. Nosso amigo Márcio Ferreira que trabalhou na extinta Fábrica de Calçados Dessan e hoje empresário do ramo de calçados em Belo Horizonte, doou uma camisa oficial do Cruzeiro autografada pelo Marcelo Oliveira, técnico bi campeão brasileiro 2013 / 2014. Com certeza você será procurado para colaborar. Vamos abrir nossos corações e ajudar nesta causa tão importante.


Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

BONSUCESSO FAZ “ BARBA e CABELO ”

Bonsucesso
Pelos campeonatos organizados pela Liga Atlética Ubaense, São João Nepomuceno estreou recebendo as fortes equipes do Bonsucesso de Ubá. Os visitantes venceram nas duas categorias. No sub 13 o Bonsucesso construiu a vitória no primeiro tempo de jogo e venceu pelo placar de 3x0. Os gols foram marcados por Alexsander (2) e Ryan Riquelme (1).
No sub 15 a partida foi mais equilibrada. São João saiu na frente com dois gols relâmpagos. Aos 25 segundos, Vítinho abriu o marcador. E, aos três minutos, Charutinho aumentou para 2x0. Para os mais desavisados parecia que São João devolveria os 3x0 do sub 13. Mas, com um futebol envolvente, o Bonsucesso reagiu e diminuiu aos 8 minutos com o artilheiro Leandro. Aos 13 o jogo estava empatado. Guilherme aproveitou uma sobra de bola dentro da pequena área e fez 2x2.
A impressão é que a equipe de São João não esperava uma reação tão rápida. Com a marcação um pouco confusa os defensores da equipe de São João viram Luan virar o placar. Bonsucesso 3x2.
Veio a segunda etapa e o panorama não mudou. O Bonsucesso continuou pressionando e após cobrança de escanteio Leandro ampliou para quatro. São João ainda tentou mas ficou nisso. Final São João 2x4 Bonsucesso.
Não temos todos os gols da partida. No vídeo abaixo você assistirá Charutinho marcando o segundo gol de São João. Depois, Leandro diminuindo para o representante de Ubá. Em seguida, Guilherme empatou. Detalhe: na súmula o árbitro assinalou o gol para Leandro. E, para finalizar, o gol que deu números finais a partida. Leandro de cabeça fechou o placar.
ASSISTA

                      
Com arbitragem de Cosme Gervásio Paulino auxiliado por Cristiano de Almeida Brito e Antônio Edyon, São João jogou e perdeu com Erick no gol; Allison(Hugo), Nícolas, Marquinhos e Hamilton; Gustavo, Léo e Gustavinho; e na frente Vitinho, Charutinho e Daniel. Técnico: Ayupe.
O Bonsucesso jogou com Diego; Guilherme, Hudson, Pedro e Matheus;  Diney, Max(Samuel), Emerson e Luan; Wender e Leandro. Técnico: Ferrari.
Mais registros:  CLIC NAS FOTOS PARA AMPLIAR
 São João Nepomuceno

 Antônio Edyon, Cosme Gervásio Paulino e Cristiano de Almeida Brito

  Vitinho autor do primeiro gol do jogo aos 25 segundos do primeiro tempo.

 Charutinho fez o segundo.

 Leandro artilheiro da partida.

 Guilherme marcou o gol de empate(o juiz deu o gol para Leandro)

Luan virou para 3x2.
Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

MANOEL SATURNINO DA SILVA, O NECA

CLIC NAS FOTOS PARA AMPLIAR
Nascido em São João Nepomuceno, no dia 02 de abril de 1914, Neca teve 12 filhos. Do primeiro matrimônio, José Luiz e Olívia Maria. Depois, casou-se com Ernestina de Oliveira Silva e teve mais dez: Saulo, Simão, Estevão, Tiago, André, Débora, Betânia, Macedônia, Junia e +Sarah.
Atleta de estilo e rara categoria, jogava com elegância no intuito de agradar o torcedor. Neca atuou pelo Botafogo, Mangueira e Operário. No início da década de 40 foi jogador de futebol profissional do Bangu Atlético Clube do Rio de Janeiro. Após se desligar do time de Moça Bonita, especializou-se na arte de pintar paredes. Era requisitado pela alta sociedade Carioca,  tal sua habilidade e perfeição no acabamento com pinturas.

Devido o cuidado com a saúde, Neca prolongou sua participação no futebol. Tanto é que, no final dos anos 40, Dr. Mário Zágari resolve trazê-lo para reforçar o time Baeta.
Heber, Moacir Delgado, Egon, Neca Beraldo e Deco Mendes.
 Fato engraçado
Conversando com Paulo Gotti ele relatou o seguinte: “Lá pelo início dos anos 50,  Dr. Mário Zágari cansado de perder para times de Rio Novo( Botafogo, Operário e Mangueira encontravam dificuldades contra os times Rionovenses ), e, também, na intenção de incrementar o futebol de São João, trouxe de volta o Neca Beraldo que seria um reforço e tanto para o time Baeta. Neste mesmo período, o 15 de Novembro de Rio Novo tinha um ponta esquerda de nome ou apelido Gegeno. Ele era funcionário do Estado e, nas horas de folga,  levava pães de Rio Novo para o comércio de Furtado de Campo. Pois bem! Jogo marcado na cidade de Rio Novo para 15 de Novembro e Mangueira. O primeiro tempo mostrava um jogo equilibrado até que Neca, estrela principal do Mangueira, passou por dois adversários e fez o gol. Na comemoração passou pelo Gegeno e disse: “ Manoel Saturnino da Silva, o Neca, Mangueira 1 a zero.” Gegeno, humilde, ouviu calado.
Recomeçado o jogo, não demorou muito para o 15 de Novembro empatar. Gegeno pegou a bola e, também, driblou dois ou três, entrou na área do Mangueira e fez um golaço. Após o gol, Gegeno voltava para nova saída de bola quando passou pelo do Neca e disse: “Gegeno, entregador de pão Rio Novo/Furtado de Campo; 1 a 1.” Paulo Gotti.
Fã da nobre arte, o boxe, Neca gostava de simular golpes de direita e esquerda, com cruzados, jeb, diretos e ganchos. “ Olha a cutelada hein!” Referindo-se a uma cotovelada... Sempre terminava as frases verificando se estávamos entendendo o que ele falava: “ compreende?
Raimundo Afonso, o Macu, conviveu com ele no tempo das peladas na quadra do Mangueira e, também, nos treinos de boxe na casa do Neca.
“O Neca levava eu e o Claudinho Manzo para treinar boxe na casa dele. O Simão e o Saulo também participavam. De luvas, o Neca soltava o braço.
Um dia, o Neca deu uma no Claudinho que caiu meio desacordado e o sangue escorreu. Aí eu gritei: O Claudinho morreu! O Neca foi lá dentro, trouxe um balde d’agua e jogou na cara dele dizendo: Morreu não! O Claudinho levantou meio “zonzo”. Eu saí correndo, pulei a janela, e até hoje não voltei lá.” Finalizou Macu dando gargalhadas.
Desculpem mas não sei o nome de todos. Só conheci o Dr. Renê Mendonça(2º agachado da esquerda para direita) e o Neca( o 4º agachado da esquerda para direita)
O Neca era muito brincalhão e nervoso também. Sabendo disso, a turma aproveitava. Ílio da Silva Pinto, o colero, também tem um “causo”
“Foi um Mangueira e Botafogo no antigo campo atrás da Igreja Matriz. Eu jogava pelo Botafogo e o Neca, já estava em final de carreira, jogava pelo Mangueira. Nilo, filho do Nilo Rocha, jogava do seu lado. O goleiro do Mangueira chutou uma bola para frente. O Nilo saltou e não conseguiu alcançá-la. Ela passou e quando o Neca ameaçou ir na bola eu puxei de calcanhar e disse: Sai pra lá “negão”! Você é bananeira que já deu cacho. Ele ficou muito bravo e me procurou o jogo todo para me dar um sacode.” Terminou sorrindo.
Operário Futebol clube - Pepé, Schimith, Tuca, neca e Gabriel
Obrigado aos amigos Paulo Gotti, Raimundo Afonso e Colero pela colaboração nos “causos”. Também ao amigo/irmão Eduardo Ayupe pelas fotos que ilustram este blog e Junia Malta da Silva pelas informações sobre seu Pai.
Teófilo Barbosa, Cacau, Edalmo Pimentel, Bimba, Lelé, Heleno”Preto”, Gregório e Carradinha.
Agachados: Braz”Peru”, Floretinho, Neca, Gabriel e Wanderlei.
Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ÍLIO DA SILVA PINTO, O COLERO

Mangueira1x2 Botafogo 24.05.59 
Tesourinha, Paiva, Quirino, Zé Heleno, Zé Acrísio, Ivan e Ribita. 
 Wanderlei, Sebastião Matos, Colero, Pilintra e Brazinho
Talvez, até hoje, a entrevista mais difícil. Colero sempre se esquivava dizendo: “Depois a gente conversa.” Desta vez, não foi diferente. Quando me aproximei, ele disse : “Hoje estou muito nervoso. Não quero falar nada.” Mas como foi amigo do meu saudoso Pai e, também,  trabalhou comigo no Banco de Crédito Real, disse-lhe: Conversando você se acalma... E, a partir de agora, saberemos que Colero nasceu no dia 21 de abril de 1937, e deu seus primeiros passos no cenário futebolístico, aos 14 anos, treinando no juvenil do Operário Futebol Clube sob o comando do Sr. José “Embaúba.”
“Depois fui para o Mangueira treinar com o Sr. José Américo Campos. No Baeta cheguei a jogar no segundo quadro e tive a oportunidade de enfrentar o Botafogo. Perdemos por 4x0.”
BOTAFOGO
Este jogo entre Mangueira e Botafogo foi a última partida do campeonato. Terminada a competição fui jogar no juvenil do Botafogo; Clube de onde nunca mais sai.
FATO MARCANTE
“Participei da primeira goleada da história entre Botafogo e Mangueira. Foi no campo do Botafogo, e, vencemos por 5x0. Marquei um gol do meio campo. Aconteceu uma falta e o Zé Heleno queria bater. Eu antecipei e soltei o pé. O Sebastião Matos também marcou; fez dois. Na oportunidade, o Bezerra se machucou e colocaram o Zé Ronaldo no gol. Eles tinham que ter colocado o Raul no meio de campo para me marcar. O Mangueira optou por deixá-lo na lateral direita e eu deitei e rolei.
Me marcar era difícil, pois, eu não parava mesmo. Era enjoado, mau, não era burro...“  Finalizou sorridente.
Outro jogo marcante foi em Bicas. Digo marcante porque era difícil vencer o Sport em Bicas. O goleiro deles era o Pedro”lençol” e nós vencemos por 1x0. Gol meu.
Também participei do jogo em que o Botafogo venceu o Mangueira pela primeira vez em seu campo. Onde, hoje, é o Parque de Exposição. Vencemos por 2x1. ( FOTO ).  
Na verdade, perdi poucas partidas para o Mangueira.
Na véspera dos jogos, qual jogador que lhe tirava o sono? Por ser bom marcador ou  desleal.
Zeuks. Era de Juiz de Fora e jogava pelo Sport ou Leopoldina de Bicas. Um ótimo zagueiro.
UMA PASSAGEM ENGRAÇADA
“Eu morava em Muriaé e jogava no Paulistano; time de lá. E vim a São João para um jogo contra o Mangueira. Na verdade, me confundi, pois, a partida era amistosa contra o Serrano de Bicas. Como não estava treinado, o técnico Ari Teixeira me disse que não haveria possibilidade de me escalar: “Se alguém te ceder a vaga, aí sim, você pode jogar.” Disse o Ari. Fui perguntando um por um pra ver se alguém deixava eu jogar. Adivinha quem deixou eu jogar no lugar dele? O bobo do seu Pai. Ganhamos de 10 a 0 e nunca mais sai do time.”
Gabriel Nascimento, saudoso e amado Pai, é o bobo a quem ele se refere. Era amigo dos amigos.
OUTROS TIMES
Joguei pelo Pombense e América de Rio Pomba, Paulistano de Muriaé, fui campeão com o time do Banco Credireal em Juiz de Fora, São Paulo e Niterói. Joguei no 15 de Novembro de Rio Novo, Flamenguinho de Carlos Alves, Coronel Pacheco. Joguei em um monte de time.
SELEÇÃO DE SÃO JOÃO NO PERÍODO EM QUE COLERO ATUOU.
“Goleiro eu convocaria um monte. Onei (Ratinho) foi um senhor goleiro. Mas não posso esquecer do Quirino, Bezerra(dentro da área era tudo dele), Barrosão e Welington Itaborahy. Laterais: Miguel Pullier, Heleno”preto” e Paiva pela direita; Ribita e Milton(irmão do Paiva) pela esquerda. Zagueiros: Zé Marcelo e Kim Kim (irmão do Gilson “dura”). Meio campo: Memé, Sarrafo, Mesquita, Gabriel Nascimento, Vadinho Louzada e Neca Beraldo. Atacantes: Carlinho Chimbira, Wanderlei de Itamarati de Minas,  Sebastião Matos, Jair(irmão do Tuca), Roque”da Manoelina” e Moacir Delgado.
Zé Acrísio, Onei, Paulo Onofre, Zé Heleno, Adalto, Alfeu, Valéria Velasco e Milton. 
Arlindo, Nílton, Colero, Sebastião Matos, Vanderlei e Zé Geraldo.

Obrigado ao amigo Colero pelo carinho e atenção.
Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!